A ação dos vândalos e marginais em torno das unidades do Judiciário continua a preocupar juízes, promotores e serventuários da Justiça no interior do Estado. Na última terça-feira (23), a atitude ousada de um ladrão resultou no furto de uma motocicleta de propriedade de um funcionário do Judiciário, que se encontrava dentro das dependências do Fórum. O fato foi comunicado à AMMA por meio ofício encaminhado pelo juiz Anderson Azevedo.
No ofício, o juiz solicita à AMMA que reivindique à Presidência do Tribunal de Justiça que seja disponibilizado imediatamente serviço de segurança para as unidades do interior do estado.
De acordo com o magistrado, o furto da moto que se encontrava no Fórum, além de trazer danos materiais ao funcionário, causou na população de Pinheiro um grande descrédito nos Poderes constituídos, principalmente quanto ao Judiciário, já que atos criminosos estão sendo praticados até mesmo dentro da Casa da Justiça.
A situação dramática dos Fóruns do interior do estado, no que diz respeito à insegurança, por diversas vezes foi denunciada pela AMMA ao Tribunal de Justiça. A mais recente providência foi solicitada no início deste mês, após a tentativa de arrombamento do Fórum de Barão de Grajaú.
A AMMA encaminhou ofício solicitando à administração do Tribunal de Justiça que atue de forma preventiva na segurança dos Fóruns das Comarcas do Estado, a fim de evitar os arrombamentos que se tornaram freqüentes nos últimos anos.
No espaço de dois anos, 14 Fóruns foram invadidos no interior do Estado, muitos dos quais arrombados durante a noite, com o furto de armas e processos. A unidade judicial de Barão de Grajaú foi o segundo alvo deste ano. O primeiro foi a Comarca de Magalhães de Almeida, à luz do dia, quando bandidos armados levaram processos. Com o furto da motocicleta, o Fórum de Pinheiro passou a figurar como o terceiro deste ano,
O presidente da AMMA, Gervásio Santos, chama atenção para a necessidade de ser adotada uma política institucional eficaz para promover a segurança dos Fóruns, tais como a instalação de câmeras de vigilância e a utilização da força pública e/ou privada.